{"id":68,"date":"2018-08-16T04:45:18","date_gmt":"2018-08-16T07:45:18","guid":{"rendered":"http:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentado\/2018\/08\/16\/podemos-dizer-que-sabemos-ler\/"},"modified":"2019-02-25T13:39:56","modified_gmt":"2019-02-25T16:39:56","slug":"podemos-dizer-que-sabemos-ler","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/podemos-dizer-que-sabemos-ler\/","title":{"rendered":"Podemos dizer que sabemos ler?"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 costume dizer-se que n\u00f3s, brasileiros, mesmo quando alfabetizados, n\u00e3o sabemos ler. Ser\u00e1 isto verdade? Como podemos nos certificar de nossa posi\u00e7\u00e3o entre os privilegiados que dominam a leitura?<\/p>\n<p>Voc\u00ea vai encontrar aqui orienta\u00e7\u00f5es que lhe permitir\u00e3o um olhar mais objetivo para a palavra escrita, possibilitando-lhe, em consequ\u00eancia, uma nova forma de leitura e de interpreta\u00e7\u00e3o de textos.<\/p>\n<p>Por que a preocupa\u00e7\u00e3o com a interpreta\u00e7\u00e3o acompanha a discuss\u00e3o de como redigir?<\/p>\n<p>Porque s\u00f3 nos tornaremos capazes de redigir de forma adequada depois que nos familiarizarmos com a palavra escrita, depois que nos habituarmos a sentir o prazer do texto bem-estruturado. Aprender a interpretar e aprender a redigir s\u00e3o, pois, processos que se completam.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><!--more--><\/p>\n<p>Para bem interpretar, \u00e9 preciso que se observem alguns pontos b\u00e1sicos. O primeiro deles \u00e9 saber que um texto \u00e9 uma tecedura, ou seja, \u00e9 uma trama formada de palavras. Assim como o tecido \u00e9 estruturado em fun\u00e7\u00e3o da finalidade a que se destina, o texto \u00e9 constru\u00eddo explorando determinados elementos que v\u00e3o garantir sua <strong>organiza\u00e7\u00e3o,<\/strong> dentro dos princ\u00edpios de<strong> unidade, coer\u00eancia, clareza e concis\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Vamos, ent\u00e3o, aprender a observar um texto e ver como tais aspectos devem ser procurados nas leituras que encontramos em nosso dia a dia; assim podemos nos tornar leitores cr\u00edticos. Ser cr\u00edtico n\u00e3o \u00e9 antepor nossa opini\u00e3o \u00e0 opini\u00e3o manifestada no texto: o ser cr\u00edtico se faz a partir da profunda compreens\u00e3o do que l\u00ea e do respeito pr\u00e9vio ao que vai ser lido. S\u00f3 depois do entendimento, \u00e9 que podemos exercer a cr\u00edtica \u2013 que come\u00e7a exatamente na observa\u00e7\u00e3o dos recursos utilizados na composi\u00e7\u00e3o do texto. Ao contr\u00e1rio do que se costuma pensar, criticar n\u00e3o significa apontar defeitos.<\/p>\n<p>O trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o passa, inicialmente, pela compreens\u00e3o do que se l\u00ea. A primeira provid\u00eancia, pois, \u00e9 fazer uma leitura atenta, buscando ajuda no dicion\u00e1rio para esclarecimento das palavras cujo sentido se desconhe\u00e7a.<\/p>\n<p>O passo seguinte ser\u00e1 a determina\u00e7\u00e3o do <strong>assunto<\/strong> \u2013 considerando a inten\u00e7\u00e3o do autor ao redigir o texto (aquilo que ele quer comunicar a seu leitor) \u2013, seguida da determina\u00e7\u00e3o da <strong>estrutura<\/strong> (a forma apresentada na composi\u00e7\u00e3o do texto), por interm\u00e9dio da observa\u00e7\u00e3o dos aspectos <strong>fon\u00e9ticos<\/strong> (sons), <strong>morfol\u00f3gicos<\/strong> (emprego de verbos, substantivos, adjetivos e outras categorias gramaticais), <strong>sint\u00e1ticos<\/strong> (estrutura da frase e ordena\u00e7\u00e3o dos termos na organiza\u00e7\u00e3o da frase) e<strong> sem\u00e2nticos<\/strong> (o significado das palavras e o sentido que elas possam evocar). Estabelecendo-se a an\u00e1lise da estrutura, em conex\u00e3o com o assunto desenvolvido, constata-se que <strong>fundo e forma s\u00e3o indissoci\u00e1veis<\/strong>, ou seja, percebe-se que o que d\u00e1 consist\u00eancia a um texto \u00e9 a maneira pela qual um assunto \u00e9 exposto, s\u00e3o os recursos utilizados. \u00c9 a estrutura que d\u00e1 forma ao texto, que transforma em palavras o que existia como ideia.<\/p>\n<p>N\u00e3o se esque\u00e7a de que um texto \u00e9 um todo formado de partes coerentes; logo, todas as partes de um texto se relacionam entre si.<\/p>\n<p>Percebido o texto em sua totalidade, fa\u00e7a uma nova leitura, agora para encontrar as ideias principais e a estrutura escolhida pelo autor para desenvolv\u00ea-las. Leia lentamente, sublinhando o que lhe parecer mais significativo. Isso deve ser feito atentamente em cada par\u00e1grafo, se o texto for dividido em par\u00e1grafos. Ao lado do trecho lido, escreva uma palavra ou um pensamento que sintetize as ideias b\u00e1sicas daquele trecho.<\/p>\n<p>Feito isso, voc\u00ea percebe claramente a ordena\u00e7\u00e3o dada aos pensamentos no texto: voc\u00ea pode destacar as partes que o comp\u00f5em. Lendo as anota\u00e7\u00f5es que deixou nas margens, enquanto foi lendo, voc\u00ea tem um verdadeiro resumo do texto. Caso voc\u00ea precise apresentar um resumo, \u00e9 s\u00f3 elabor\u00e1-lo a partir desses dados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 costume dizer-se que n\u00f3s, brasileiros, mesmo quando alfabetizados, n\u00e3o sabemos ler. Ser\u00e1 isto verdade? Como podemos nos certificar de nossa posi\u00e7\u00e3o entre os privilegiados que dominam a leitura? Voc\u00ea vai encontrar aqui orienta\u00e7\u00f5es que lhe permitir\u00e3o um olhar mais objetivo para a palavra escrita, possibilitando-lhe, em consequ\u00eancia, uma nova forma de leitura e de.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":69,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-68","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-textos-comentados"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":119,"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68\/revisions\/119"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}