{"id":120,"date":"2019-06-03T15:44:51","date_gmt":"2019-06-03T18:44:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/?p=120"},"modified":"2019-06-05T14:53:00","modified_gmt":"2019-06-05T17:53:00","slug":"informacao-versus-fake-news","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogpalavra.com.br\/textos-comentados\/informacao-versus-fake-news\/","title":{"rendered":"Explica\u00e7\u00e3o de um texto \u2013 Parte I &#8211; &#8220;Informa\u00e7\u00e3o versus fake news&#8221;"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cExplicar um texto \u00e9 ir dando conta, ao mesmo tempo,<br \/>\ndaquilo que o autor diz e de como o diz.\u201d<br \/>\n<span style=\"font-size: 10pt;\">CARRETER e LARA<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fernando L\u00e1zaro CARRETER e Cec\u00edlia de LARA, em <strong>Manual de explica\u00e7\u00e3o de Textos<\/strong> (Livraria Acad\u00eamica, Rio de Janeiro), apresentam uma s\u00e9rie de passos para o entendimento de um texto. Podemos nos valer desse estudo para alcan\u00e7ar a compreens\u00e3o necess\u00e1ria a uma posterior interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vamos acompanhar esses passos:<\/p>\n<ol>\n<li>Leitura atenta do texto<\/li>\n<li>Localiza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Determina\u00e7\u00e3o do tema<\/li>\n<li>Determina\u00e7\u00e3o da estrutura<\/li>\n<li>An\u00e1lise da forma partindo do tema:\n<ul>\n<li>aspectos fon\u00e9ticos<\/li>\n<li>morfol\u00f3gicos<\/li>\n<li>sint\u00e1ticos<\/li>\n<li>sem\u00e2nticos<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>LEITURA ATENTA DO TEXTO<\/p>\n<p>O contato com um texto come\u00e7a pela leitura atenta e a decodifica\u00e7\u00e3o das palavras que o comp\u00f5em.\u00a0 Se voc\u00ea estiver num espa\u00e7o em que seja poss\u00edvel buscar o significado das palavras que porventura desconhe\u00e7a, \u00e9 interessante fazer uso do dicion\u00e1rio. Caso voc\u00ea esteja se submetendo a um teste, procure entender o significado da frase como um todo e, dentro dela, deduzir o significado da palavra desconhecida. Leia mais de uma vez o texto em quest\u00e3o e o entendimento se tornar\u00e1 maior.<\/p>\n<p>Lembre-se: voc\u00ea ainda n\u00e3o est\u00e1 interpretando; est\u00e1 buscando a compreens\u00e3o do texto. A interpreta\u00e7\u00e3o se d\u00e1 num outro momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>LOCALIZA\u00c7\u00c3O DO TEXTO<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode ter em m\u00e3os um poema; um trecho de um conto, de um romance, de uma cr\u00f4nica; uma carta; um texto cient\u00edfico; uma can\u00e7\u00e3o; um artigo de jornal ou revista; uma tira em quadrinhos&#8230;<\/p>\n<p>Qualquer que seja o g\u00eanero, a origem, a finalidade do texto que lhe \u00e9 apresentado, voc\u00ea deve localiz\u00e1-lo, perceb\u00ea-lo dentro do contexto, da situa\u00e7\u00e3o que o caracteriza, do todo de que faz parte. Assim, voc\u00ea vai se aprofundando na compreens\u00e3o do texto e na identifica\u00e7\u00e3o de como se d\u00e1 a sua elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>DETERMINA\u00c7\u00c3O DO TEMA<\/p>\n<p>Da determina\u00e7\u00e3o do <strong>assunto<\/strong>, podemos indicar o <strong>tema<\/strong>. Tema e assunto s\u00e3o tidos por muitos estudiosos como um s\u00f3 enfoque, um s\u00f3 registro. Assim pode ser considerado. No entanto, um olhar mais cuidadoso nos deixa perceber que o assunto vai sendo revelado em variados enfoques que, resumidos em algumas palavras-chave, v\u00eam a constituir o tema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>DETERMINA\u00c7\u00c3O DA ESTRUTURA<\/p>\n<p>Um texto \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o uma reuni\u00e3o de ideias soltas. Todas as partes de um texto se relacionam entre si. Tudo o que vem a compor um texto contribui para o desenvolvimento do assunto e a percep\u00e7\u00e3o do tema. Nada \u00e9 sup\u00e9rfluo; tudo se soma e se completa.<\/p>\n<p>O cuidado de quem escreve est\u00e1, nesse momento, na escolha e na coloca\u00e7\u00e3o dos termos, no emprego da palavra exata, no uso dos sinais de pontua\u00e7\u00e3o, no cuidado com a clareza e com a liga\u00e7\u00e3o que permita a continuidade dos argumentos ou das ideias apontadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vamos, pois, aplicar essas li\u00e7\u00f5es em um texto para tornar mais f\u00e1ceis as leituras futuras e automatizar o procedimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Informa\u00e7\u00e3o versus fake news<\/h1>\n<p><strong>CARLOS ALBERTO DI FRANCO*, O Estado de S.Paulo<\/strong><\/p>\n<p>22 de abril de 2019 | 03h00<\/p>\n<ol>\n<li>Proliferam not\u00edcias falsas nas redes sociais. Todos os dias. S\u00e3o compartilhadas acriticamente com a compuls\u00e3o de um clique. Fazem muito estrago. Confundem. Enganam. Desinformam. A mentira, por \u00f3bvio, precisa ser enfrentada. O ant\u00eddoto n\u00e3o \u00e9 o Estado. \u00c9 a poderosa for\u00e7a persuasiva do conte\u00fado qualificado. O valor da informa\u00e7\u00e3o e o futuro do jornalismo est\u00e3o intimamente relacionados. \u00c9 preciso apostar na qualidade da informa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>As r\u00e1pidas e crescentes mudan\u00e7as no setor da comunica\u00e7\u00e3o puseram em xeque os antigos modelos de neg\u00f3cios. A dificuldade de encontrar um caminho seguro para a monetiza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados multim\u00eddia e as novas rotinas criadas a partir das plataformas digitais produzem um complexo cen\u00e1rio de incertezas. Vivemos um grande desafio e, ao mesmo tempo, uma baita oportunidade.<\/li>\n<li>\u00c9 preciso pensar, refletir duramente sobre a mudan\u00e7a de paradigmas, uma vez que a criatividade e a capacidade de inova\u00e7\u00e3o \u2013 r\u00e1pida e de baixo custo \u2013 ser\u00e3o fundamentais para a sobreviv\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es tradicionais e para o sucesso financeiro das nativas digitais.<\/li>\n<li>Mas \u00e9 preciso, previamente, fazer uma autocr\u00edtica corajosa sobre o modo como n\u00f3s, jornalistas e formadores de opini\u00e3o, vemos o mundo e a maneira como dialogamos com ele.<\/li>\n<li>Antes da era digital, em quase todas as fam\u00edlias existia um \u00e1lbum de fotos. Lembram-se disso? L\u00e1 estavam as nossas lembran\u00e7as, os nossos registros afetivos, a nossa saudade. Muitas vezes abr\u00edamos o \u00e1lbum e a imagina\u00e7\u00e3o voava. Era bem legal.<\/li>\n<li>Agora fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente. Nosso antigo \u00e1lbum foi substitu\u00eddo pelas galerias de fotos de nossos dispositivos m\u00f3veis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a mem\u00f3ria afetiva, a curti\u00e7\u00e3o daqueles momentos. Fica para depois. E continuamos fotografando e arquivando. Pensamos, equivocadamente, que o registro do momento refor\u00e7a sua lembran\u00e7a, mas n\u00e3o \u00e9 assim. Milhares de fotos s\u00e3o incapazes de superar a viv\u00eancia de um instante.<\/li>\n<li>\u00c9 importante guardar imagens. Mas \u00e9 muito mais importante viver cada momento com intensidade. As rela\u00e7\u00f5es afetivas est\u00e3o sucumbindo \u00e0 coletiva solid\u00e3o digital.<\/li>\n<li>Algo an\u00e1logo, muito parecido mesmo, se d\u00e1 com o consumo da informa\u00e7\u00e3o. Navegamos freneticamente no espa\u00e7o virtual. Uma enxurrada de est\u00edmulos dispersa a intelig\u00eancia. Ficamos ref\u00e9ns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade cr\u00edtica. A fragmenta\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados pode transmitir certa sensa\u00e7\u00e3o de liberdade. N\u00e3o dependemos, aparentemente, de ningu\u00e9m. Somos os editores do nosso di\u00e1rio personalizado.<\/li>\n<li>Ser\u00e1? N\u00e3o creio, sinceramente. Penso que h\u00e1 uma crescente nostalgia de conte\u00fados editados com rigor, crit\u00e9rio e qualidade t\u00e9cnica e \u00e9tica. H\u00e1 uma demanda reprimida de reportagem. \u00c9 preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as compet\u00eancias e a magia do jornalismo de sempre.<\/li>\n<li>Jornalismo sem alma e sem rigor \u00e9 o diagn\u00f3stico de uma perigosa doen\u00e7a que contamina reda\u00e7\u00f5es, afasta consumidores e escancara as portas para os traficantes da mentira. O leitor n\u00e3o sente o pulsar da vida. As reportagens n\u00e3o t\u00eam cheiro do asfalto. Sobra jornalismo declarat\u00f3rio e falta apura\u00e7\u00e3o objetiva dos fatos.<\/li>\n<li>\u00c9 preciso contar boas hist\u00f3rias. Com transpar\u00eancia e sem filtros ideol\u00f3gicos. O bom jornalista ilumina a cena, o rep\u00f3rter manipulador constr\u00f3i a hist\u00f3ria. Na verdade, a batalha da isen\u00e7\u00e3o enfrenta a sabotagem da manipula\u00e7\u00e3o deliberada, da pregui\u00e7a profissional e da incompet\u00eancia arrogante. Todos os manuais de reda\u00e7\u00e3o consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, pr\u00f3prios de op\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas invenc\u00edveis, transformam um princ\u00edpio irretoc\u00e1vel num jogo de apar\u00eancia.<\/li>\n<li>A apura\u00e7\u00e3o de mentira representa uma das mais graves agress\u00f5es \u00e0 \u00e9tica e \u00e0 qualidade informativa. Mat\u00e9rias previamente decididas em guetos sect\u00e1rios buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decis\u00e3o de ouvir o outro lado n\u00e3o \u00e9 honesta, n\u00e3o se apoia na busca da verdade, mas num artif\u00edcio que transmite um simulacro de isen\u00e7\u00e3o, uma fic\u00e7\u00e3o de imparcialidade. O assalto \u00e0 verdade culmina com uma estrat\u00e9gia exemplar: repercuss\u00e3o seletiva. O pluralismo de fachada, herm\u00e9tico e dogm\u00e1tico, convoca pretensos especialistas para declararem o que o rep\u00f3rter quer ouvir. Mata-se a not\u00edcia. Cria-se a vers\u00e3o.<\/li>\n<li>Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto. Certas mat\u00e9rias, algemadas por chav\u00f5es inconsistentes que h\u00e1 muito deveriam ter sido banidos das reda\u00e7\u00f5es, mostram o flagrante descompasso entre essas interpreta\u00e7\u00f5es e a for\u00e7a eloquente dos n\u00fameros e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um ve\u00edculo, se esvai pelo ralo dos preconceitos.<\/li>\n<li>Politiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, distanciamento da realidade e falta de reportagem. Eis o trip\u00e9 que corr\u00f3i a credibilidade dos ve\u00edculos. A informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser processada em um laborat\u00f3rio sem vida. Falta olhar nos olhos das pessoas, captar suas demandas leg\u00edtimas. Gostemos ou n\u00e3o delas. A velha e boa reportagem n\u00e3o pode ser substitu\u00edda por torcida.<\/li>\n<li>A crise do jornalismo \u2013 e a prolifera\u00e7\u00e3o de <em>fake news<\/em> \u2013 est\u00e1 intimamente relacionada com a pobreza e o vazio das nossas pautas, com a perda de qualidade do conte\u00fado, com o perigoso abandono da nossa voca\u00e7\u00e3o p\u00fablica e com a equivocada transforma\u00e7\u00e3o de jornais em produto mais pr\u00f3prio para consumo privado. \u00c9 preciso recuperar o entusiasmo do \u201cvelho of\u00edcio\u201d. \u00c9 urgente investir fortemente na forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais. O jornalismo n\u00e3o \u00e9 m\u00e1quina, embora a tecnologia ofere\u00e7a um suporte important\u00edssimo. O valor dele se chama informa\u00e7\u00e3o de alta qualidade, talento, crit\u00e9rio, \u00e9tica.<\/li>\n<li>O jornalismo precisa recuperar a vibra\u00e7\u00e3o da vida, o cara a cara, o cora\u00e7\u00e3o e a alma. O consumidor precisa sentir que o jornal \u00e9 um parceiro relevante na sua aventura cotidiana. <em>Fake news<\/em> se combatem com informa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>JORNALISTA. E-MAIL:DIFRANCO@ISE.ORG.BR<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FASE 1.<\/p>\n<p>Comecemos pela leitura atenta do texto. Talvez algumas palavras precisem ser explicadas.<\/p>\n<ol>\n<li>Proliferar \u2013 crescer rapidamente em n\u00famero, propagar-se<\/li>\n<li>Acriticamente \u2013 sem senso cr\u00edtico, sem an\u00e1lise<\/li>\n<li>Ant\u00eddoto \u2013 rem\u00e9dio corretivo, subst\u00e2ncia que combate as toxinas<\/li>\n<li>Monetiza\u00e7\u00e3o \u2013 transforma\u00e7\u00e3o em dinheiro<\/li>\n<li>Baita \u2013 muito grande; g\u00edria<\/li>\n<li>Nativas digitais \u2013 recursos digitais criados no Pa\u00eds<\/li>\n<li>Era bem legal \u2013 g\u00edria<\/li>\n<li>Overdose \u2013 dose excessiva<\/li>\n<li>Equivocadamente \u2013 de modo errado, com engano<\/li>\n<li>Editor \u2013 quem seleciona e publica mat\u00e9ria de jornal, cinema, TV<\/li>\n<li>Simulacro \u2013 c\u00f3pia malfeita, imita\u00e7\u00e3o malfeita<\/li>\n<li>Herm\u00e9tico \u2013 fechado, inintelig\u00edvel<\/li>\n<li>Dogm\u00e1tico \u2013 doutrin\u00e1rio, que n\u00e3o admite o contradit\u00f3rio<\/li>\n<li>Ve\u00edculo \u2013 no caso, o jornal, o ve\u00edculo de imprensa<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FASE 2.<\/p>\n<p>F\u00e1cil \u00e9 localizar o texto, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Um texto veiculado na imprensa <em>on-line<\/em>, ou seja, um artigo de jornal on-line. Publica\u00e7\u00e3o recente: abril de 2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FASE 3.<\/p>\n<p>Vamos determinar o assunto e o tema de nosso texto.\u00a0 Esse trabalho se torna mais f\u00e1cil se pudermos distinguir os segmentos que o comp\u00f5em.<\/p>\n<p>J\u00e1 sabemos que todo par\u00e1grafo \u00e9 uma unidade na composi\u00e7\u00e3o de um todo. \u00c0s vezes, cada par\u00e1grafo determina um segmento; outras vezes, v\u00e1rios par\u00e1grafos juntos estabelecem um enfoque.<\/p>\n<p>Voltemos \u00e0 leitura:<\/p>\n<ul>\n<li>O par\u00e1grafo I aponta a rela\u00e7\u00e3o entre as not\u00edcias falsas e suas consequ\u00eancias.<\/li>\n<li>O par\u00e1grafo II apresenta a dificuldade em encontrar um novo caminho ap\u00f3s o advento das plataformas digitais.<\/li>\n<li>Os par\u00e1grafos III e IV advertem para a necessidade de reflex\u00e3o e autocr\u00edtica.<\/li>\n<li>Os par\u00e1grafos V,VI e VII lembram aspectos dos registros de imagens e lembran\u00e7as familiares feitos em tempos anteriores e na atualidade, destacando os equ\u00edvocos cometidos na atualidade.<\/li>\n<li>O par\u00e1grafo VIII tra\u00e7a um paralelo daquela situa\u00e7\u00e3o com a forma como se d\u00e1 a informa\u00e7\u00e3o nos dias atuais.<\/li>\n<li>A partir do par\u00e1grafo IX at\u00e9 o par\u00e1grafo XIV, o autor analisa a situa\u00e7\u00e3o do jornalismo e os fatores que prejudicam sua credibilidade.<\/li>\n<li>Nos dois \u00faltimos par\u00e1grafos, XV e XVI, o articulista prop\u00f5e procedimentos capazes de recuperar o \u201cvelho of\u00edcio\u201d, como \u00e9 chamado por ele o bom jornalismo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nota-se, a partir dessas constata\u00e7\u00f5es, que o <strong>assunto<\/strong> tratado por Difranco \u00e9, como alerta o t\u00edtulo da mat\u00e9ria, o jornalismo frente \u00e0s falsas not\u00edcias que v\u00eam tomando conta das p\u00e1ginas virtuais em nossos tempos.<\/p>\n<p>Qual seria a <strong>tese<\/strong>? Como recuperar o bom jornalismo? Como combater as <em>fake news<\/em>? Existem diferentes formas de expressar essa s\u00edntese, mas \u00e9 essa a mensagem defendida no texto que nos foi apresentado.<\/p>\n<p>AN\u00c1LISE DA FORMA<\/p>\n<p>(Isso, veremos em outra abordagem. Vale a pena nos debru\u00e7armos com carinho sobre os recursos empregados por nosso autor.)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u201cExplicar um texto \u00e9 ir dando conta, ao mesmo tempo, daquilo que o autor diz e de como o diz.\u201d CARRETER e LARA &nbsp; Fernando L\u00e1zaro CARRETER e Cec\u00edlia de LARA, em Manual de explica\u00e7\u00e3o de Textos (Livraria Acad\u00eamica, Rio de Janeiro), apresentam uma s\u00e9rie de passos para o entendimento de um texto. 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